sábado, 1 de dezembro de 2012

Tomar energético pode ser perigoso, especialmente para crianças e jovens!

Um novo estudo da Universidade de Toronto (Canadá) indica que os energéticos estão cada vez mais cheios de cafeína, e que o consumo exagerado dessa bebida, especialmente por crianças e jovens, pode ser muito perigoso e levar a doenças cardíacas no futuro.

Ahmed El-Sohemy, nutricionista e especialista em cafeína da Universidade, descobriu que as pessoas possuem um “gene do café” em 2006. Usando uma combinação de avaliação dietética e análise genética, sua equipe concluiu que a metade da população do estudo pertencia ao grupo de “metabolizadores lentos” de cafeína – o que significa que a substância quebra mais lentamente nos corpos destas pessoas, ficando por lá mais tempo – enquanto a outra metade pertencia a um grupo de “metabolizadores rápidos”. Os metabolizadores lentos tinham mais risco de ataque cardíaco com base no consumo de cafeína, enquanto a outra metade não.

Segundo El-Sohemy, nós herdamos nossos genes de nossos pais. Isto significa que alguns adolescentes terão o gene “lento”, e outros o “rápido”. Mas isto não significa que os adolescentes “metabolizadores rápidos” estão seguros.

Esse “gene do café” controla o nível de uma enzima que decompõe a cafeína e este nível é sempre inferior entre as crianças. Isto significa que todas as crianças são metabolizadoras lentas. Mesmo que forem se tornar metabolizadoras rápidas quando adultas, ainda crianças terão capacidade diminuída de eliminar a cafeína de seu sistema.

Enquanto isso, notícias mostram que, desde 2003, três adolescentes canadenses morreram por causa do consumo de bebidas energéticas, e outros 35 sofreram efeitos colaterais sérios, como amnésia e batimento cardíaco irregular.

“Cheio de açúcar e cafeína, bebidas energéticas estão cada vez mais sendo comercializadas por crianças”, explica El-Sohemy.

O especialista diz que os fabricantes destas bebidas energéticas aumentam cada vez o nível de cafeína nos seus produtos, sendo que algumas possuem até 500 miligramas por lata, em comparação com 34 miligramas em um refrigerante e 80 a 100 miligramas em uma xícara de café.

“Nós não sabemos as consequências a longo prazo dessa cafeína para a saúde da nossa juventude”, adverte El-Sohemy.

O problema é agravado pelo fato de que os efeitos negativos da cafeína geralmente não são imediatos. “Jovens de 18 anos normalmente não sofrem ataques cardíacos”, diz. “Mas se bebem muito energético, o que vai acontecer quando tiverem 40 anos?”, questiona.

Ele especula que essas pessoas terão problemas cardiovasculares no futuro e não devem “pagar para ver”. “Nós deveríamos estar preocupados agora. Nós já temos evidências de que altas quantidades de cafeína podem ser prejudiciais para as crianças”, afirma El-Sohemy.

Como é muito difícil proibir o consumo de bebidas energéticas, normalmente baseadas em substâncias naturais (apesar de que alguns países já as baniram ou proibiram sua venda para menores), El-Sohemy diz que os pais é que devem ficar de olho em seus filhos e evitar que as consumam.

Aconselhamento nutricional pode ser complicado, porque muitas coisas, como o café, podem ser ruins para algumas condições e alguns indivíduos, mas boas para outros (se consumidas com moderação).

Porém, os níveis elevados e altas concentrações de cafeína nesses produtos em particular, que também tendem a ter muito açúcar, não têm absolutamente nenhum benefício à saúde. Então, o jeito é não tomar mesmo.

“Converse com seus filhos sobre os malefícios do consumo de bebidas energéticas. Deixe-os saber que não é bom para eles, a longo prazo, mesmo que faça-os se sentir bem agora”, finaliza.

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